Pelo amor de Deus!


(Germano Romero)

Pelo amor de Deus, é hora de parar! De refletir e agir pelo bem. É hora de buscar o melhor que tenhamos dentro de nós. Conhece-se a verdadeira índole de uma pessoa quando a ela se concedem riqueza e poder. Mas é nas dificuldades que também se revela a natureza humana.

O Espiritismo ensina que vivemos em um planeta de expiações e provas, prestes a dar início a uma seletiva regeneração. Espíritos iluminados nos instruem para que entendamos as adversidades, ainda que dolorosas, como oportunidades para crescer, evoluir e neutralizar as marcas que o carma nos reserva. Seja individual ou coletivo.

Jesus Cristo, o filho de um carpinteiro judeu, mostrou que da simplicidade brotam ensinamentos capazes de transformar o mundo, apenas com Amor. Ensinou-nos a mais perfeita oração, que nos intui a fé incondicional para aceitar a vontade de Deus. Parece até que esquecemos disso quando oramos o Pai Nosso...

Mas se você não é cristão, ou não se afina com religião alguma, não importa. O que importa é o bem que se produz. A verdadeira religião é a da conduta, pois é na prática da solidariedade, da fraternidade, que a felicidade é possível. E não na crença.

Nós brotamos no seio deste planeta que tem bilhões de anos, junto com plantas, animais e todas as formas de vida. Inclusive vírus, fungos e bactérias. Sim! Os vírus também são filhos de Deus e bem mais antigos que nós. Há vírus inofensivos e são a forma de vida mais abundante nos rios, lagos e mares. Evoluíram e se proliferaram como todos os outros seres que habitaram a Terra.

O tipo que surgiu agora, amedrontando a humanidade com uma terrível pandemia, é mais um. Sua criação, mutação e reprodução aconteceram inteiramente dentro das leis naturais, das Leis de Deus. Nada acontece no Universo que não esteja abrigado nas leis que regem o fenômeno da Criação. Todas as catástrofes, tsunamis, terremotos, epidemias, guerras, pragas, furacões ocorrem sob as leis universais. As Leis de Deus.

Quando produzimos suas causas, colhemos os efeitos. É da Lei. O arbítrio para semear é livre, mas a colheita é inexorável. Provocamos duas insanas guerras mundiais em menos de 30 anos, mas faz três quartos de século que não mais as permitimos. Aos trancos e barrancos, sofrendo, amando e aprendendo, progredimos. Houve tempo em que comíamos uns aos outros, que sacrificávamos nossos bebês em rituais de inconcebível estupidez. Estamos, sim, evoluindo. Acreditemos.

Agora a humanidade enfrenta uma condição que clama por união. Uma pandemia que suplica atenção, e, sobretudo solidariedade. Não deve haver espaço para a discórdia e a insensatez.

Se há recomendação científica para se recolher, que se respeite. Mas também se respeitem as atividades que não podem parar. Hospitais, serviços de abastecimento de água, gás, luz, alimentos, coleta de lixo, farmácias, padarias, supermercados, transportes públicos essenciais, não! Vamos respeitar, apoiar e entender isso. Se a indústria alimentícia parar, se o supermercado fechar, se o gás não for fornecido, o que será de nós?

Se você é jovem, saudável e não está no grupo de risco, proteja-se e ajude a quem precisa. Vá em frente. Há gente idosa, vulnerável, carente, que nessa hora só conta com a solidadriedade alheia.

Se você tem condições de estar e trabalhar em casa, ótimo. Recolha-se! Interrompa a cadeia de contato físico e preste um bem à luta contra o contágio. Faça leituras e tarefas edificantes. Medite, reflita, ore. Assim estará contribuindo para uma atmosfera espiritual leve e propícia a filtrar os benefícios do Alto. Acredite que há uma população imensa, do “outro lado”, trabalhando pelo bem da humanidade. Mas não critique nem exija que uma família numerosa se confine em uma quartinho de 20 metros quadrados. Tudo tem limite.

Se você é político, afina-se com a política, faça de sua ideologia um caminho de união em benefício coletivo. Esqueça, pelo menos por enquanto, as divergências partidárias. Partidos são partes de um todo em função da comunidade. Partido não é para tirar partido, muito menos da miséria. Não torça contra quem está, no momento, com a responsabilidade de administrar um país que sofre com o medo, com a insegurança, com um futuro obscuro mediante a precariedade de um sistema de saúde pública que nunca foi levado a sério.

Gente, é hora de união, de cooperação, de participação solidária. Não disseminemos pânico, terrorismo, pessimismo. Só unidos é que venceremos mais uma batalha. Pelo amor de Deus!

Patrono do Blog
Carlos Romero (1923-2019), cronista paraibano.
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