Poesia, modos de ver e ser


(Linaldo Guedes)

Estamos em guerra?
Desculpem, meus amigos, de esquerda e direita, mas sou da paz.
Não vou ser hipócrita de dizer que sou da guerra quando nunca terei coragem de pegar numa arma.
Bishop não merece a homenagem da Flip? Se o questionamento for em relação à sua literatura (que eu particularmente gosto), respeito. Se for por não ser brasileira, então vou bater palmas toda vez que um brasileiro for solenemente ignorado no exterior. Se for por questão política, passo ao largo. Afinal, no filme Flores Raras ela é contra o golpe de 64. Se for porque ela criticou Bandeira e outros autores nacionais, eu desprezaria Oswald de Andrade por este ter debochado de José Lins do Rego e outros escritores nordestinos.



Já fui criança, sim!
Já brinquei na rua, descalço, correndo futebol, mirando bilas, carrinhos improvisados na falta de mesada, bicicletas e quedas nos barros da 21 de Abril.
Meus primeiros companheiros de infância: o mano Lenilson, Lili (com quem brincava também de novelas e fazíamos músicas em shows de calouros só nossos) e o primo Luciano.
Entre os três, sempre tinha amigos de rua, aliás, de ruas, já que moramos em várias ao longo da vida.
Depois, fiquei adulto e virei criança para cuidar de meu Vini.
Ser criança não é brincadeira, não.
É ser poesia sem precisar ser poeta.
Porque criança pode ser tudo que ela quiser. E eu fui, mas não sou mais.



Não sou devoto de Nossa Senhora.
Mas sei dos milagres que ela realiza nas pessoas.
Entre eles o da fé, da esperança e da busca do bem acima de qualquer coisa.
Que, no geral, são os milagres das religiões.
O mais, aquilo que tanto criticamos nos "religiosos", não parte dos livros sagrados de nenhuma religião.
Que nossa padroeira proteja o Brasil, país vilipendiado pelos seus próprios filhos.



Quer dizer que porque os governos não tratam bem a classe do magistério não devo desejar Feliz Dia do Professor a quem tanto me ensinou?
Então, em função dos problemas que cada um enfrenta em sua vida pessoal, não se deve desejar feliz aniversário a ninguém...
Ah, saudades de Lili, que era professora e lutava contra as injustiças à profissão, mas sabia separar as coisas...



Existe uma coisa boa nos grupos de ZAP: eles têm um foco específico. Assim, o grupo da família é para dar bom dia, informar sobre os passos de cada um do clã familiar e aqui e acolá soltar uns memes pra descontrair. No grupo do flamengo não pode exaltar os adversários do rubronegro. No grupo de cultura não se deve falar de política (afora política cultural) ou outros temas não afeitos às atividades culturais, etc.
Existe uma coisa ruim nos grupos de ZAP: as pessoas participam deles sabendo de suas regras, mas adoram violá-las e acusar os administradores dos grupos de anti-democraticos.

(Excertos de redes sociais)

Patrono do Blog
Carlos Romero (1923-2019), cronista paraibano.
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