três zoo poemas


(Sérgio de Castro Pinto)

A coruja

São todo ouvidos
Os teus olhos
de vigília.

Olhos acesos,
Luzeiros
De sabedoria.

Olhos atentos
À geografia
do dentro,

és uma concha.

Um encorujado
Caramujo

Monja em voto de silêncio.

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Do leão, a juba

Sol de Pêlos
ao redor
da cabeça

a fulva juba flameja:

estrela
de primeiríssima
grandeza!

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Poeta X poema

Nem sempre o poeta
Ronda o poema
Como uma fera à presa

às vezes, fera presa e acuada
entre as grades do poema-jaula

doma-o o chicote das palavras


Patrono do Blog
Carlos Romero (1923-2019), cronista paraibano.
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