Dezesseis anos sem Chico

No último dia 30 completaram-se dezesseis anos do desenlace do maior médium de todos os tempos – Chico Xavier. E me lembrei de um ligeiro bate-papo imaginado por mim, com ele, no qual as respostas constam de sua bela obra. Ei-lo:

Chico, qual a questão mais aflitiva para o espírito? “É a da consciência do tempo perdido”. E quem mais sofre neste mundo? “Quem mais sofre neste mundo é quem tem menos tempo para si mesmo”.

Devemos sempre dizer a verdade, doa em quem doer? “Bem, é melhor uma mentira que consola do que uma verdade que magoa”. Você já ofendeu alguém? “Graças a Deus, não me lembro de ter revidado a menor ofensa às inúmeras que sofri, certamente objetivando, todas elas, o meu aprendizado e não me recordo que tenha, conscientemente, magoado a quem quer que fosse. Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, ficaria mais triste se fosse eu o agressor.”

Defina o que é mediunidade. “Mediunidade é apenas o contato com os espíritos”.

Qual a sua opinião sobre o Brasil? “O Brasil é um país jovem. Muito temos que aprender. O essencial é que aprendamos a evitar as experiências negativas dos outros países.”

Você se sente um homem feliz? “Eu vivo muito alegre, muito feliz. Trabalho, tenho sempre muita gente em volta de mim. Há muita muita gente na minha vida e é disso que eu gosto.

E sobre o casamento? “Sem espírito de tolerância casamento algum vai adiante”.

O que pensa da homoafetividade? “Não consigo entender o preconceito com certo número de pessoas pelo fato de haverem trazido do berço características psicológicas e fisiológicas diferentes da maioria. Acreditamos que o tempo e a compreensão humana traçarão normas sociais susceptíveis de tranquilizar quantos se vinculam a semelhante segmento da comunidade, assegurando-se-lhes o respeito devido a todos os filhos de Deus”.
Patrono do Blog
Carlos Romero (1923-2019), cronista paraibano.
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