Como é bom viajar…

Ah, como é bom viajar… Lá, a gente acorda e sai mais cedo da cama para aproveitar melhor os dias, longe de casa. E o bom é quando a temperatura está amena, já que este cronista, como é do conhecimento dos leitores, é muito friorento.

E eis a multidão enchendo as avenidas. Centenas de rostos diferentes, menos os dos orientais. A manhã sempre é um convite para um passeio pela cidade. Lá em cima um bonde passa sobre as nossas cabeças.

Não faltam celulares nos ouvidos, calças jeans nas pernas, cigarros nas bocas e uma pressa para chegar a algum lugar. Ah, como é bom observar melhor as pessoas de outros países, porque o que dá sentido à vida é o homem, pois, como dizia Protágoras, o homem é a medida de todas as coisas.

E vamos pisando o chão das ruas cheias de história, até que chegamos a um dos cais, com uma visão panorâmica extraordinária. Muitos bares, muitas lojas. Eu adoro cidade que se abrem aos nossos olhos, que se desnudam, que mostram logo o que são. Delas a gente avista seus magníficos monumentos arquitetônicos, suas óperas, teatros catedrais, pontes. E, se tiverem rios e lagos, avistamos seus barcos e navios.

Muitos turistas sem saber onde colocar os olhos e o desejo consumista de adquirir novidades da terra. Quantas ofertas aguçando os desejos das pessoas! Repito: quando a manhã é de sol ameno, dá gosto ver muita gente alegre pra lá e pra cá.

E quando avistamos vários grupos de garotos, de ambos os sexos, conduzidos por jovens professoras e com muita disciplina? Ensina-se tudo fora dos livros, ao vivo, inclusive nos parques, galerias e museus. Garotos com seus uniformes azuis, de mãos dadas com os seus colegas e com uma aguçada curiosidade.

Vemos também rapazes, em trajes esportivos, caminhando pela avenida. Ah, como certas cidades europeias são alegres, disciplinadas e bonitas!

Mas belas mesmo são as Óperas, a exemplo da de Sidney, com sua moderníssima arquitetura, que lembra uma flor com suas pétalas se entreabrindo, e da de Paris, clássica e monumental! Germano me informou, com seu conhecimento de arquitetura, que o arquiteto da Ópera de Sidney se inspirou nas conchas marítimas, coisa que não falta nas praias da Austrália e Nova Zelândia. E viva a imaginação dos arquitetos!

E em meio aos jovens e garotos, os idosos se rejuvenescem. Noto que na Europa, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, os mais avançados em idade não ficam mofando em seus apartamentos e casas. Vão às ruas. Sejam a pé ou em suas macias cadeiras de rodas. Por falar em rodas, pois não é que me compraram uma cadeira, em Lisboa, da última vez que lá estivemos. Foi logo no início da viagem e eu me esbaldei pelas ruas de Berlim, Paris e nas cachoeiras da Islândia.

E viva a disposição de vida das pessoas. Sou de ficar namorando de longe tanto com as montanhas como com os teatros e óperas… Lembrar que assistimos à ópera Carmen, em Sidney. Toda a área ao derredor do belo teatro é cheia de turistas. E à noite, os numerosos restaurantes são a maior atração.

Não posso esquecer as praias, como a praia Bondi Beach e a dos Doze Apóstolos. Pena que não vemos coqueiros, como aqui. Ausência que se nota nas praias de lá. E fica a indagação: haverá árvore mais elegante e feminina do que o coqueiro? Ah, os coqueiros das praias de minha terra!...
Patrono do Blog
Carlos Romero (1923-2019), escritor, jornalista, membro da Academia Paraibana de Letras.
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