Um sermão de fé e otimismo

O Sermão da Montanha resume toda a Doutrina de Jesus e é uma das maiores lições de otimismo. Basta lembrar de que o venerável Gandhi chegou a dizer: “Se toda a literatura do mundo fosse destruída e restasse apenas o Sermão da Montanha, nada se teria perdido”.

Imagino Jesus subindo o monte, ou a montanha, para pronunciar o seu discurso. Decerto, o clima estava ameno, o céu muito azul, a brisa beijando a face das pessoas, e Jesus falando. Uma voz suave, uma voz de quem falava com autoridade.

Ele começa se dirigindo aos bem-aventurados, isto é, aos humildes, aos que choram, aos mansos, aos que têm fome e sede de Justiça, aos puros de coração, aos que sofrem perseguição, discriminação. O silêncio deveria ser profundo.

A mensagem evangélica é de puro otimismo, mas, para cultivar o otimismo é preciso estarmos vigilantes. Daí o Mestre ter-nos advertido: “Orai e vigiai para não entrardes em tentação”.

Mas, não poderia ser outra a mensagem de quem nos convidou a olhar os lírios do campo, de quem disse: “Pedi e vos será dado, buscai e achareis”. Mensagem de quem dizia ao enfermo: “Tua fé te curou”.

A oração e a vigilância, portanto, são duas atitudes para nos livrar das tentações que são muitas. Tentação do dinheiro, do orgulho, da ambição, do ódio, da maledicência, da ociosidade...

Jesus estava sempre orando. E os seus discípulos tiveram inveja e aí pediram que o Mestre lhes ensinasse uma oração, que foi a do Pai Nosso.

É preciso lembrar de que nada conseguimos com pessimismo, com desânimo. “Tende bom ânimo” – aconselhava ele. Ah, o entusiasmo... Dizem que a palavra significa “Deus dentro de nós”.

E nunca esqueçamos a recomendação: pedi e vos será dado, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á. Usemos a boca (o pedido), usemos os pés, isto é busquemos, e depois as mãos, batendo à porta.

Jamais desanimar, jamais cruzar os braços, jamais perder a fé, que é a grande força da vida. E esta fé não precisa ser grande. Ela pode ser do tamanho de um grão de mostarda.
O AUTOR
Carlos Romero é escritor, jornalista, membro da Academia Paraibana de Letras e tem a crônica como forma literária favorita. Um estilo no qual retrata com forte dose de lirismo e humor suas sensíveis observações acerca do cotidiano.
RECOMENDE AOS SEUS AMIGOS
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

0 comentários

Postar um comentário