LANÇAMENTO DO NOVO LIVRO


O Evangelho nosso de cada dia

Entrevista sobre o livro

Como veio a ideia de lançar o livro com essa seleção de crônicas?
Estas crônicas vieram de forma completamente espontânea, quase mecanicamente. Eu não esperava, nem planejei. Fui escrevendo, escrevendo... e depois percebi que eram todas sobre temas do Evangelho. Não foi nada premeditado.

Qual a intenção de dar um sentido prático ao Evangelho?
O Evangelho tem que ser praticado, não pode ficar na teoria. O próprio Evangelho tem um sentido prático. Era no dia-a-dia que Jesus aproveitava para exemplificar, seja com fatos que presenciava, seja com parábolas. E foi dentro desse princípio prático que essas crônicas aparecerem. Das minhas reflexões e observações cotidianas.

Por que a afinidade com a pregação doutrinária?
Desde pequeno que eu admirava o Evangelho. Que na minha vida começou com as preleções de papai, que foi quem mais me incentivou. O Evangelho pra mim foi tudo. Tudo na minha vida. Até hoje.

Qual a relação da obra com o Espiritismo?
Uma relação completa. O livro é todo baseado na Doutrina Espírita, pois só prega a caridade. O Evangelho significa Boa Nova. O Espiritismo é a revelação consoladora, e toda pautada nos ensinamentos de Jesus.

Existem ligações entre a Doutrina Espírita e o Evangelho? O que têm em comum?
Elas têm muito em comum. A Doutrina Espírita tem muito a ver com o Evangelho. Porque é uma doutrina consoladora, que prega a Caridade, tanto que tem como principal slogan: “Fora da Caridade não há Salvação”. E a caridade é o que mais existe no Evangelho.

E sobre a ideia de convidar o Pastor Estevam e Dom Aldo, para o prefácio e a orelha, respectivamente?
Eu diria que foi quase mediúnica. Veio a ideia de convidá-los assim, de repente, intuitivamente, E só sei que me senti muito bem com a participação deles e por eles terem aceitado, porque são homens que eu sempre admirei. Foi uma grande satisfação e que valorizou muito o meu livro. Embora possamos ter maneiras diferentes de pensar ou de interpretar, nós comungamos da mesma doutrina que é a doutrina de Jesus.

Por que a exposição de pintura?
Foi uma ideia de meu filho, Germano, que é admirador do trabalho de Célio Furtado. Aliás, quem primeiro me falou de Célio foi a minha esposa Alaurinda, no tempo em que ele tinha uma coluna n'A União, com crônicas também muito bonitas, na mesma linha de auto-ajuda e reflexões sobre a vida. Então, Germano convidou-o para ser o autor da capa e ele fez um belo trabalho, que retrata a cena de Jesus no chafariz, com a Samaritana. Em uma das crônicas, eu falo sobre esse encontro do Mestre com a mulher Samaritana. A mulher está muito presente na vida de Jesus. Ele valorizou muito a mulher. Só sei que quando o quadro chegou eu telefonei para Célio e lhe disse que estava tão bonito que dava vontade de entrar nele, quando a gente olhava. Foi quando ele disse que a intenção era essa. “Uma capa que convidasse o leitor a entrar logo no livro.”

Na sua opinião, Como Jesus seria recebido no mundo de hoje? O que ele mais reprovaria?
Acho que ele daria meia volta e ia-se embora (risos). O mundo hoje é completamente diferente do que ele pregou. Ele só poderia reprovar. Como reprovou muita coisa do mundo e da época em que passou pela Terra. Hoje se vive num mundo completamente distorcido dos valores cristãos. Esse mundo não é o Evangelho nem a Boa Nova de Jesus. Não prega o amor, a caridade, a responsabilidade pelos atos praticados. Sobretudo a caridade e o amor que é onde estão a compreensão, a tolerância.

Como vê a crescente participação de religiosos na política?
Não vejo nada de mais. Se eles entram na política com boas intenções, desejando contribuir para ajudar ao próximo, se for para uma participação valiosa, uma atuação em benefício da coletividade, não há nada contra. Agora, se forem para a política com outros interesses, é reprovável.

Por que o Cristianismo se dividiu tanto e perdeu a essência ecumênica que caracteriza a mensagem de Jesus?
É natural que isso aconteça, pela própria natureza humana, ainda cheia de distorções, a má compreensão da mensagem de Jesus. Na verdade o grande defeito é do homem, que não sabe se entender.

Considera o seu livro de Autoajuda?
Mais do que de autoajuda. Ele é de alta ajuda. Ou seja, de ajuda coletiva.
Patrono do Blog
Carlos Romero (1923-2019), cronista paraibano.
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