Qual a pior cegueira?


Vamos deixar a resposta para o final do texto. Lembrar que Jesus, antes de curar cegos, levantou paralíticos, limpou leprosos, deu voz aos mudos, aliviou os dominados pelos espíritos inferiores, estancou hemorragias, multiplicou pães e peixes.

Fiquemos porém com os cegos. Mas, antes, façamos uma reflexão. Haverá provação maior do que a cegueira? Feche os olhos por alguns minutos, e sinta como é doloroso viver nas trevas. Não existe maior provação. Daí, o dever que temos em ajudar o nosso Institutos dos Cegos e outras entidades que os amparam.

Voltando a Jesus, foram muitos os cegos que ele curou. Que riqueza é poder ver as coisas, contemplar uma paisagem, olhar as estrelas do céu, a lua cheia que ilumina as noites de verão, a imensidão do mar, a beleza da Natureza, as pessoas ao nosso lado.

É horrível ser mudo, não poder falar, horrível não poder andar, horrível não poder ouvir. Ah, Beethoven, como sofreste com a falta de audição! Mas, pior seria se fosses cego… Esta é, sem dúvida, uma dolorosa privação.

Abramos o Evangelho (não venha me dizer que nunca leu o Evangelho, que faz parte da Bíblia, e onde está contada toda a história do Meigo Nazareno) e veja alguns casos de cegos que ele curou.

Certa vez, Jesus entrou numa casa e curou um deles, que, a princípio, dizia que dizia ver somente árvores, mas terminou vendo homens.

E a fé foi o grande remédio dessas curas. Tanto que o Mestre costumava enfatizar: “Tua fé te curou”. E depois nos ensinou que basta a fé do tamanho de uma mostarda para remover uma montanha.

Lembremos também de que, certa vez, Jesus chegou a caminhar sobre as águas. Os apóstolos não quiseram acreditar no que viam. E o Mestre ainda chamou Pedro, mas este, ao sentir o vento, teve medo e ia se afundando. Jesus o repreendeu dizendo: “Homem de pouca fé”. Jesus curou, mas precisou da fé do curado.

Mas, qual é a pior cegueira? É a do ceticismo, da indiferença. Afinal, o pior cego é aquele que não quer ver. Está respondida a pergunta do título da crônica.

Jesus curou paralíticos, mudos, cegos, leprosos.... E assim mesmo não acreditaram nele. Chico Xavier, de cultura primária, quase cego, de olhos fechados, escreveu uma verdadeira literatura, quase 500 livros, e há ainda quem não acredite na sua mediunidade.

Afinal, o que é a vida senão um ato de fé.? Você diz: amanhã farei isto, farei aquilo, em Setembro vou à Europa…. O que é isto senão uma declaração de fé?

E vale terminar dizendo novamente: O pior cego é aquele que não quer ver.
Patrono do Blog
Carlos Romero (1923-2019), cronista paraibano.
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