Jesus, a adúltera e o apedrejamento

Existem muitos meios de punição. Mas, talvez, o mais duro, mais cruel, seja o apedrejamento, muito usado nos tempos de Jesus, e, segundo se informa na Internet, continua em vigor e países árabes. A pessoa acusada é apedrejada em praça pública até cair no chão, toda ensanguentada. Punição severa, hein? Punição que confirma o que diz o ditado. “A lei é dura, mas é lei”.

Pois bem, a lei que permite o apedrejamento estava em pleno vigor no tempo de Moisés. E quais os crimes punidos por essa lei? Um deles é o adultério. A adúltera tinha os cabelos cortados. E cortar os cabelos de uma mulher, naquela época, já era uma punição. Contaram-me que há um vídeo na Internet que mostra o apedrejamento de uma mulher, nos tempos atuais, em que ela é enterrada na praça pública, só com a cabeça de fora, sendo apedrejada pelos homens...

Ora, ora, quem conhece os Evangelhos, já está sacando que há o episódio da mulher adúltera, que foi levada à presença de Jesus para ser punida, cumprindo, assim, a lei de Moisés.

Eis um dos quadros mais comoventes do Evangelho, uma mulher é levada ao Mestre para que ela fosse punida pelo crime do adultério. Com o adúltero, silêncio total. Só a mulher é levada à presença de Jesus. Disseram eles: “Mestre, esta mulher foi flagrada em pleno adultério e a lei de Moisés pune quem comete tal crime com o apedrejamento. E agora, surge a pergunta: por que o adúltero ficou livre?

Qual foi a atitude do Mestre? Calado, apenas escreveu no chão: “aquele que se julgar sem pecado que lhe atire a primeira pedra”. Silêncio total. E todos foram saindo em silêncio, a começar pelos mais velhos.

A mulher ficou sozinha, certamente, chorando. Jesus a contempla com muita compaixão e compreensão, e pergunta: “Onde estão os teus acusadores?” Ela, de cabeça baixa, responde: “Foram embora, senhor”. “Não te condenaram?” - Insiste Jesus. “Não, senhor”. Por fim, arremata o mestre: "Eu também não te condeno. Vai e não peques mais”.

Para condenar o próximo é preciso estar com a consciência limpa. Mesmo, assim, nada de condenação e, sim, compreensão.
Os acusadores da adúltera, cheios de pecado, não tiveram força para apanhar uma pedra e jogar naquela infeliz. E continua a pergunta: E o adúltero? Não foi acusado?

E Moisés faria como Jesus? Evidente que não. Este encontro de Jesus com a mulher adúltera é um dos episódios mais emocionantes do Evangelho, que significa Boa Nova.

É preciso compreender as fraquezas humanas. É preciso, sempre, se colocar no lugar do outro.

E viva a caridade dos atos e dos pensamentos. Lembrando que o Espiritismo tem como slogan principal a frase: “Fora da caridade não há salvação”...
Patrono do Blog
Carlos Romero (1923-2019), cronista paraibano.
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