Água, água, água!

Já entro na crônica com sede. E há coisa melhor do que ter sede para poder matá-la? Sem ela, para que serviria a água? Antigamente, os descobridores de terra gritavam: “Terra! Terra!” Mas o nosso sertanejo, vez por outra, está gritando: “Água, água, água”.

Alaurinda, mal eu me levanto do leito, manhã cedo, ela chega com um copo d'água para eu beber. Diz que isso dá muita saúde. O organismo precisa de uma lavagem, vez por outra. Lembrei agora de um ditado inglês que diz “An apple, each day, keeps the doctor away”, que significa “uma maçã todo dia mantém o médico distante”. Decerto, um copo d'água em jejum, também.

Agora uma reflexão filosófica: que seria do mundo, da vida, sem a água. Quando descobrem um novo planeta, a primeira preocupação é se tem água.

Existe a água que mata a sede, a água do trabalho, que é o suor, a água da dor, que é a lágrima. E o que dizer do sangue? Dizem que setenta por cento do nosso corpo é feito d'água.

E você já fez hidroginástica, numa piscina? É uma maravilha! A gente, dentro d'água, se sente mais leve. Eu e o meu filho Germano não perdemos essa oportunidade de ganhar mais saúde e mais amigos.

Voltemos à água. Já imaginaram o mundo sem ela? Não existiria.

Aqui prá nós, mas há pessoas que gostam mais é da aguardente. Dessas que o sujeito fecha os olhos e estala o dedo. Mas, se a aguardente é boa por que faz careta? Meu pai tinha um amigo que quando o visitava pedia aguardente com sal...

Já imaginaram a revolta do nosso organismo quando a aguardente lhe entra pela boca?

Chamam bebedor de aguardente de cachaceiro. Meu pai tinha um empregado, de nome Vitorino, que só vivia bêbado.

Mas louvemos a água que não arde. A água que passarinho bebe.
Patrono do Blog
Carlos Romero (1923-2019), cronista paraibano.
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