Gonzagração

Gonzaga Rodrigues, por conta de seus bem vividos oitenta anos, do muito que fez e está fazendo pela nossa cultura, foi alvo de merecidas homenagens. A União não pensou duas vezes e eis o cronista fazendo parte das comemorações do venerável matutino, que está completando 120 anos a serviço da cultura paraibana. O superintendente Fernando Moura fez questão de uma grande festa, reunindo toda a família do jornal, à qual não faltou o nosso Hélio Zenaide, um dos melhores veteranos da nossa imprensa.
Mas os oitenta anos do nosso Gonzaga e as doze décadas do velho matutino, que está cada vez mais jovem, motivaram a festa. E o nosso cronista-mor estava vibrando de alegria e entusiasmo como se estivesse mangando das suas oitenta primaveras. Aliás, Gonzaga, no seu sorriso parece chorar.
A verdade é que o mestre da crônica, que aprendeu jornalismo sem se ensinar, como diria o poeta pernambucano Ascenso Ferreira, é um homem de alma escancarada, jamais se fechando. Nasceu em Alagoa Nova, respirando o mesmo ar que respirei. Ar puro daquele “sítio de mangueiras”, como diria o poeta Eudes Barros.
Mas o bonito mesmo foi ver no telão da festa e na capa do Correio das Artes o nosso cronista cheirando uma flor. Que lindo! Perfume da flor, sorriso de Gonzaga.
A beleza é que tivemos uma verdadeira gonzagração. Parabéns ao superintendente Fernando Moura e sua equipe pela idéia de colocar a festa dos oitenta anos de Gonzaga Rodrigues na programação comemorativa 120 anos do nosso secular matutino.
E termino a crônica dizendo: Gonzaga velho? Não. Não envelhece quem nunca perdeu o entusiasmo pela vida, quem está com a cabeça cheia de idéias, quem sabe fazer amigos, quem tem uma família bonita com que o cronista soube transformar o lar num paraíso.
Vamos, Gonzaga, dar aquele sorriso de quem está em paz com a vida, com a consciência sem remorsos, de quem não esqueceu a responsabilidade de viver.

Vamos cheirar a vida como cheiraste aquela flor que a foto documentou, na capa da revista “Correio das Artes”, em homenagem aos teus muito bem vividos oitenta anos.
O AUTOR
Carlos Romero é escritor, jornalista, membro da Academia Paraibana de Letras e tem a crônica como forma literária favorita. Um estilo no qual retrata com forte dose de lirismo e humor suas sensíveis observações acerca do cotidiano.
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