Por falar em solidão...


Quer saber de uma coisa curta e certa? É fazer amigos, pois são eles que enfeitam a vida, que nos tornam humanos. É por isso que a solidão é um martírio para muita gente. A solidão a que me refiro é a solidão egoísta. Sim, porque existe aquela que nos induz à reflexão, à conversa íntima, à leitura, à meditação, em que a gente faz avaliações.

Não esquecer que a vida é comunicação. E esta realidade quem nos ensina é a própria Natureza, sem esquecer a tecnologia. Tudo nela está em constante relacionamento. E que dizer do nosso corpo, com o sangue se comunicando com as células, o coração em constante pulsação, marcando os nossos passos, o oxigênio entrando e saindo no nosso corpo, a vida se expressando muito bem no movimento das ondas do mar. Afinal, quando a comunicação para, tudo morre. O egoísta é um morto vivo.

Quem ama não se sente só. Mesmo que não tenha ninguém ao seu lado. Depois há a arte, a literatura, os gestos de bondade. Viver sem conviver é morrer, porquanto a vida é constante comunicação, repito. Mas, lembremos que além da vivencia e da convivência, há a transcendência. Quando, então, a solidão desaparece. Afinal, ninguém está só quando está em paz com a sua consciência. Solidão exige silêncio, e na solidão a gente conversa com Deus.

Respirar é o ato mais importante de nossa existência. Se você se sente só, que tal uma caminhada à beira-mar, um passeio num bosque, uma visita a algum solitário, uma boa música, a leitura de um bom livro, um livro que nos ensine a viver, a conviver, a transcender?

Lembre-se que você é detentor de muitos bens. Você tem olhos sadios, você tem boa imagem, você pode ler, você pode caminhar, você pode respirar, você pode fazer muitas coisas que outras pessoas não podem fazer. Você ama.

Verdade, beleza e bondade, eis uma trindade que não é santíssima, mas que é tudo na nossa vida. A verdade que nos liberta dos erros, a beleza que enfeita vida e a bondade que nos conforta e nos eleva. Mas nunca se esqueça que a maior arte é a arte de fazer amigos, Sem eles a vida se transforma num deserto. Assim, prefira o jardim ao deserto
Patrono do Blog
Carlos Romero (1923-2019), cronista paraibano.
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