Suas excelências, os livros


Nós temos, hoje, boas livrarias, duas no Manaíra Shopping, uma no Shopping Tambiá, recém-inaugurada lá no centro da cidade, a Livraria do Luiz, que acaba de passar por uma radical reforma, e por último, a livraria do Shopping Via Sul, dos Bancários.
Aqui para nós, tais livrarias deixaram aquele velho costume que, para ler um livro, só depois de comprá-lo. Costume provinciano e estúpido. Nada de namorar com o livro, nada de uma maior intimidade com ele...
No novo conceito de livraria moderna, além de um bom atendimento por recepcionistas competentes, informados e bem-humorados, costuma-se deixar os clientes à vontade. Mais: não lhes faltam confortáveis recantos com cadeiras e poltronas para ele fazer uma leitura do livro, que pretende ler, só sendo proibido fazer anotações nele, é lógico. Outra coisa: a moderna livraria estimula a presença do leitor infantil, que também dispõe desses espaços. E nessa questão, estão merecedoras de aplausos a Leitura e a Saraiva, no Manaíra Shopping. Ambas abriram tais ambiente para as crianças.
Mas, vai aqui uma observação: as livrarias, aqui instaladas, têm obrigação de dar mais destaque aos escritores da terra. A Leitura, nessa parte, merece aplausos. E o que dizer dos livros espíritas? Tem delas que ao invés de Espiritismo, colocam Esoterismo. Simples preconceito com a Doutrina codificada por Allan Kardec, cujos livros têm prioridade na venda, a começar pelos psicografados por Chico Xavier. Toda essa preconceituosa atitude é merecedora de repulsa. Bem disse o grande Einstein, para quem é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.
Aqui para nós, conheci muitas livrarias estrangeiras, mas nenhuma delas me encantou mais do que a El Atheneo, em Buenos Ayres, onde os freqüentadores ficam inteiramente à vontade. Têm deles que lêem até deitados nos tapetes. E que silêncio! Só não vi lá crianças.
Ah, as livrarias, que belos refúgios para a leitura, a reflexão e o bem-estar intimo! A verdade é que, como profetizou a Bíblia, ”fazer livros não tem fim”.
Patrono do Blog
Carlos Romero (1923-2019), cronista paraibano.
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