O livro da desembargadora


Numa síntese maravilhosa, fruto de exaustiva pesquisa, a escritora Fátima Bezerra Cavalcanti, que também é desembargadora, nos brinda com um livro que nada mais é do que a história de um preconceito. Intitula-se “Guiadas pela Justiça, Movidas pela Fé”. E o grande Einstein já disse que "é mais fácil desintegrar um átomo do que destruir um preconceito". O preconceito que motivou este livro não é outro, senão o preconceito contra a mulher, que segundo a Bíblia, saiu da costela de Adão, isto é, de um homem. Eu ainda não contei se as costelas femininas têm o mesmo número das do homem...
Lembrar que a Justiça está ao lado da mulher. Tanto é assim que já admite a presença feminina nos tribunais, proferindo sentenças e acórdãos. E o símbolo da Justiça é uma mulher, a deusa Themis, segurando uma balança, conquanto de olhos vendados, quando o certo seria que ela tivesse com os olhos bem abertos.
Mas vamos ao livro de Fátima, que chega a ser um tratado. Uma síntese magnífica da história do sexo feminino através dos tempos, das humilhações a que estiveram sujeitas. E eu não sei como a autora dispôs de tempo para elaborar esse substancioso livro, que merece ser lido além fronteiras. Numa linguagem simples, apoiada em vasto documentário, seu trabalho está contribuindo para que o odioso e estúpido preconceito desapareça da Terra. E não esqueçamos que em muitas instituições religiosas, ao sexo feminino é vedado exercer funções de destaque, a exemplo do sacerdócio. Mas, graças ao progresso, a mulher está conseguindo ocupações, que antes lhes eram vedadas. Muitas delas agora estão mandando nos homens. Eis aí as estadistas. Acontece que a mulher não quer ser homem. Nada desse negócio de “mulher macho, sim senhor". A mulher jamais deve perder a sua feminilidade.
A escritora e pesquisadora Fátima Bezerra Cavalcanti mergulhou na História e nos trouxe uma obra que não pode deixar de ser lida, não só pelas mulheres, mas, sobretudo, pelos homens, que chegam ao mundo através do ventre materno.
O livro da desembargadora é mais um brado de alerta contra o machismo exagerado de algumas religiões, a exemplo do Islamismo, onde a mulher não é um ser humano, mas uma simples mercadoria.
Patrono do Blog
Carlos Romero (1923-2019), cronista paraibano.
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