Reflexões do livro “Viajar é Sonhar Acordado” (de Carlos Romero)

"Duas coisas importantes numa viagem: o olhar e o pensar. Difícil ver sem refletir sobre o que vemos. Nisso, nós diferençamos dos irracionais, que olham, mas não pensam."


"E esse olhar de despedida me dá um pouco de tristeza. Ah, se nós olhássemos as pessoas, os animais, as coisas, sempre com esse olhar de despedida! O transitório adquiriria uma aura de eternidade".


"É preciso subir em sabedoria e olhar tudo com muita compreensão e compaixão."


"Todo mundo tem uma droga na vida."


"Vejo muita gente apressada, talvez estressada, como se a vida fosse acabar, amanhã."


"Esperar, esperar, esperar, eis o verbo que mais conjugamos nessas viagens internacionais. Quanta maçada, meu Deus do céu."


"Aqui para nós, o que mais me aborrece nas viagens aéreas é aquela comidinha para doente."


"As cidades sorriem, através de suas flores e de suas luzes."


"O avião nos dá grande lição. Ensina-nos a estar sempre nas alturas, acima das mesquinharias. O metrô, coitado, vive debaixo da terra, longe do sol."


"Diz a sabedoria popular que ir a Roma e não ver o Papa é não ver nada. Parodiando o ditado, eu direi que vir a Lisboa e não provar de seu bacalhau é melhor não ter vindo, que me perdoe o leitor a insólita comparação. "


"O frio interioriza as pessoas, propicia ás reflexões."


"Decifrar idiomas é derrubar barreiras."


"Que seria da vida sem os rios e as pontes? São as pontes que superam os abismos. E aqui vai uma lição: sejamos pontes, jamais abismos."


"Nenhum povo é feliz, mesmo de barriga cheia, se lhe falta o oxigênio da liberdade."


"O sol, aqui, é como a lua. Só faz iluminar. E viva a capital paraibana, com o seu Cabo Branco, onde o sol nasce primeiro."


"Duas coisas que não faltam, aqui, cigarro na boca e celular no ouvido."


"Nada como um sorriso, mesmo que seja profissional, para nos confortar."


"Aqui para nós, leitor, eu não gosto de muito frio. Já a minha violinista adora o gelo. Ela só suporta o sol da pauta, seja ele maior ou menor."


"Entretanto, há uma coisa aqui igual em todo mundo, uma linguagem que todos entendem: o sorriso."


"Fechemos os olhos e procuremos sonhar, pois o sonho também é viagem."


"Por que há tanta alegria nas casas pobres e tanta melancolia nas residências luxuosas? "


"Tudo diminui quando a gente se eleva."


"Agora, se eu lhe disser uma coisa, você não vai acreditar. Vi sanitários, aqui, além de, rigorosamente, asseados, com música clássica."


"A gente conhece uma cidade pelo comportamento de seu povo".


"Respirar o ar de uma cidade é possuí-la"


"Curioso, eu não sinto o mínimo medo de voar. Uma ótima oportunidade para a leitura e a reflexão. E nisso meu pensamento coincide com o do filósofo Alain de Botton, em seu livro A arte de viajar. Poucos locais são mais propícios a conversas interiores do que um avião, um navio, um trem em movimento."


"Há os que viajam para fugir, os que viajam para consumir, os que viajam para se divertir e os que viajam para se instruir."


"A aeronave parece parada no espaço. E a impressão que eu tenho é que o comandante abandonou o avião".


"O que é vida senão um festival de adeus? Estamos a todo momento nos despedindo, saindo para algum lugar".


"Nos países do primeiro mundo os mendigos são brancos, gordos, discretos, bem nutridos, bebem cerveja e usam barba de profeta."

Patrono do Blog
Carlos Romero (1923-2019), cronista paraibano.
RECOMENDE AOS SEUS AMIGOS
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

0 comentários

Postar um comentário

Deixe o seu comentário