Quem tem Medo da Velhice?

Velhice não. Maturidade... esta é a designação correta.

Quando uma coisa não presta mais, costuma-se dizer: está velho, jogue fora. Devemos, portanto, substituir o termo velho por maduro. Maturidade, sim, é o estágio privilegiado e que significa, metaforicamente, experiência, sabedoria, paz interior.

Dizia minha mãe, que deixou este mundo centenária, que quem estraga a velhice é o velho, com o seu desleixo, seus medos, seus apegos às coisas, principalmente ao passado.


O maduro é aquele que já subiu a montanha e que, lá do alto, fica contemplando os que ainda estão lá embaixo.

Maturidade é tranquilidade. Angústia, depressão, correria, pressa, estresse, tudo isso fica para os que ainda estão escalando o monte.
Não tenho nenhuma inveja dos moços, dos imaturos. Jamais gostaria de engatar uma marcha à ré no tempo.

Velho é quem se julga. Estive agora mesmo lendo uma entrevista do arquiteto Oscar Niemeyer, que já passou dos 100 e disse que nos seus próximos projetos irá cada vez mais à procura das curvas... Eis aí um exemplo de maturidade existencial.

Maturidade é sabedoria, é experiência. É alegria interior, alegria do dever cumprido, paz de espírito e um certo desdém para os que estão chegando ao mundo... Que pena eu tenho deles!!!
O AUTOR
Carlos Romero é escritor, jornalista, membro da Academia Paraibana de Letras e tem a crônica como forma literária favorita. Um estilo no qual retrata com forte dose de lirismo e humor suas sensíveis observações acerca do cotidiano.
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