Os Quatro Elementos Vitais





Os antigos exaltavam quatro coisas da natureza: a terra, o ar, o fogo e a água. Todos esses elementos são imprescindíveis em nossas vidas. Mais do que isso. Eles nos ensinam muita coisa.

Vamos por partes. A terra é o nosso grande manancial. Eu diria que ela simboliza a mulher, que recebe a semente do homem e em troca dá a vida. Graças à terra é que chega à nossa boca o alimento de cada dia. Olhe a sua mesa, na refeição matinal: tudo vem da terra, desde as frutas, as verduras, o pão, o feijão, o leite. A terra simboliza a estabilidade, a paciência, a humildade.

Chegou a vez do ar, que, agitado, produz o vento. O vento que ajuda na germinação das plantas, que alegra a paisagem, que limpa a sujeira da atmosfera, que faz as árvores dançarem, que, quando revoltado, se transforma num furacão. O vento simboliza a vida, já que vida é movimento.

E o fogo? Quanta violência! O fogo tanto pode simbolizar a paixão, a violência, e o ódio. Mas na luta entre o fogo e a água quem sai ganhando é água, assim como entre o ódio e o amor, quem termina vencedor é o amor

A água. talvez seja o mais importante elemento da natureza. O seu fluxo constante permite a existência da vida. É ela que nos hidrata, que torna habitável o planeta em que vivemos. Hoje está no estado líquido formando mares, chuva, rios e lagos, amanhã já não a veremos mais. Vaporizou-se. Espiritualizou-se. Eis a razão de não a vermos, assim como acontece com o espírito. Mas, depois, esse espírito se materializa, tornando-se visível aos nossos olhos. É quando a água vira gelo, isto é, se solidifica.

E vem agora esta lição: em estado sólido, a água é espírito encarnado. Mas não demora muito esse estado de vapor da água. Do ventre das nuvens, ela desce até nós em forma visível, isto é, em forma de chuva para ajudar a terra a produzir.

Os antigos tinham razão. Esses quatro elementos são verdadeiros símbolos . Todos necessários à nossa vida. Mas, de todos, repito, o que mais me ensina é água pela sua inconstância, sua constante transformação.

O AUTOR
Carlos Romero é escritor, jornalista, membro da Academia Paraibana de Letras e tem a crônica como forma literária favorita. Um estilo no qual retrata com forte dose de lirismo e humor suas sensíveis observações acerca do cotidiano.
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2 comentários:

  1. Adorei, Carlos!
    Ótimo texto! Ótimo tema!
    Sou do elemento fogo e concordo com sua conclusão!
    (Deve ser por isso que temo tanto a água... risos)
    Bom fim de semana!
    Beijos
    Helô

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  2. Como sempre, mais um texto maravilhoso que consegue captar o simples, o cotidiano que está a nossa volta e na maioria das vezes deixamos passar despercebido.
    Parabéns Carlos.
    Tenho um site: www.penomorro.com.br gostaria de publicar lá este texto. Peço sua autorização. meu e-mail stonfer@stonfer.com.br
    Obrigado.
    Airton Bastiani

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